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Especialidade

# Queimaduras no ENAMED: Classificação, Abordagem Inicial e Reposição

Descubra os temas de Queimaduras mais cobrados no ENAMED e como organizar sua preparação. Probabilidade de cair: 49%.

Image: Dr. Vinícius Côgo Destefani (https://res.cloudinary.com/dk8el9agv/image/upload/v1778608087/vinicius_qrtayt.jpg)

Por Dr. Vinícius Côgo Destefani (https://sprmed.com.br/autor/dr-vinicius-cogo-destefani), CRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Atualizado em 09 de setembro de 2026

Publicado em 03 de março de 2026 11 min de leitura

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Queimaduras aparecem em 10 das 17 edições históricas analisadas pelo modelo preditivo do SPR Med, acumulando 10 questões ao longo dessas edições, com média de 1,1 questão por aparição. A probabilidade de o tema cair na próxima prova é de 48,9%, com tendência classificada como QUENTE e confiança alta, o que posiciona queimaduras no ranking #55 entre os temas mais relevantes para o estudante do 6º ano. Para o ENAMED, dominar a classificação por profundidade, o cálculo da superfície corporal queimada (SCQ) e os critérios de reposição volêmica não é diferencial: é requisito mínimo de proficiência.

Infográfico SPR Med · Cirurgia

Classificação das Queimaduras por Profundidade

Três graus · Camadas histológicas acometidas · Características clínicas

1º Grau

Epiderme apenas

Características

▸ Eritema sem bolhas

▸ Dor intensa (terminações nervosas intactas)

▸ Sem perda de fluidos significativa

▸ Cura espontânea em 3-5 dias

NÃO ENTRA NO CÁLCULO DA SCQ

Não computa superfície corporal queimada para reposição volêmica

Exemplo clássico

Queimadura solar (eritema solar)

2º Grau

Epiderme + Derme parcial

Superficial

▸ Bolhas / flictenas

▸ Leito róseo, úmido, doloroso

▸ Cura em 14-21 dias sem cicatriz

Profundo

▸ Leito pálido/esbranquiçado

▸ Dor reduzida (derme profunda)

▸ Pode necessitar enxerto; cicatriz provável

ENTRA NO CÁLCULO DA SCQ

Utilizar Regra dos 9 (Wallace) ou esquema de Lund-Browder

3º Grau

Destruição total da derme

Características

▸ Escara esbranquiçada, acinzentada ou carbonizada

▸ Anestesia local (terminações destruídas)

▸ Vasos trombosados visíveis

▸ Sem regeneração espontânea → enxerto obrigatório

ENTRA NO CÁLCULO DA SCQ

Critério absoluto para internação e reposição volêmica agressiva

Atenção ENAMED

Dor ausente + escara = sinal de alerta para 3º grau

Regra dos 9 de Wallace, Cálculo da SCQ

Aplicável em adultos · 2º e 3º graus apenas

9%

Cabeça e Pescoço

9% cada

Membro Superior (×2)

18%

Tronco Anterior

18%

Tronco Posterior

18% cada

Membro Inferior (×2)

1%

Períneo / Genitália

Fórmula de Parkland (Reposição Volêmica nas primeiras 24h)

Volume = 4 mL × Peso (kg) × SCQ (%)

Ringer Lactato · 50% nas primeiras 8h · 50% nas 16h seguintes

Indicação de internação obrigatória

SCQ ≥ 15% adultos / SCQ ≥ 10% crianças · 3º grau qualquer extensão · Queimaduras de face, mãos, pés, genitália

Critérios de centro especializado

SCQ ≥ 25% · Inalação de fumaça · Queimadura elétrica · Politraumatismo associado

Dicas ENAMED, O que as questões mais cobram

1º grau NÃO é contado na SCQ para Parkland

As 8 primeiras horas são contadas do momento da queimadura, não da chegada

2º grau profundo pode necessitar enxerto, confundido com 3º grau

Palma da mão do paciente = 1% da SCQ (lesões pequenas e irregulares)

SPR Med · Diagnóstico → Prescrição → Controle → Mentoria · Cirurgia / Queimaduras · ENAMED 2025

* * *

## Quantas questões de Queimaduras caíram no ENAMED?

Com base na análise de 17 edições do exame que precede o ENAMED, utilizada como base histórica para calibração do modelo preditivo do SPR Med, queimaduras figuraram em mais da metade das provas disponíveis (9 de 16), totalizando 10 questões. A regularidade de aparição é o indicador mais robusto de relevância: temas que retornam consistentemente ao longo de mais de 5 edições tendem a se manter na matriz do ENAMED, especialmente quando ancorados em competências explícitas da Portaria INEP 478/2025.

O tema está inserido na área de Cirurgia, subespecialidade de Cirurgia Plástica, e dialoga diretamente com competências de raciocínio clínico, diagnóstico e conduta terapêutica na urgência, todas mapeadas na Matriz de Referência Comum do ENAMED. A média de 1,1 questão por aparição indica que, quando o tema entra, raramente aparece em bloco: o mais comum é uma questão isolada e altamente seletiva, o que exige precisão conceitual e não apenas familiaridade superficial com o assunto.

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## Quais são os subtemas de Queimaduras mais cobrados no ENAMED?

A distribuição histórica das questões aponta para uma concentração clara em três eixos: classificação por profundidade, cálculo da SCQ e reposição volêmica inicial. Lesão inalatória e critérios de internação aparecem como subtemas secundários, mas com frequência suficiente para justificar atenção dirigida.

| Subtema | Frequência histórica | Tendência | Prioridade de estudo |
| --- | --- | --- | --- |
| Classificação por profundidade (1º, 2º e 3º graus) | Alta | Estável | Alta |
| Cálculo da SCQ (Regra dos 9 e Lund-Browder) | Alta | Quente | Alta |
| Reposição volêmica, Fórmula de Parkland | Alta | Quente | Alta |
| Critérios de queimado grave e internação em UTI | Moderada | Estável | Média |
| Lesão inalatória: diagnóstico e manejo inicial | Moderada | Quente | Média |
| Queimaduras em populações especiais (criança, idoso, gestante) | Baixa | Frio | Baixa |
| Manejo da ferida: curativos, enxertos, escarotomia | Baixa | Estável | Baixa |

Fonte: Análise preditiva SPR Med com base em 17 edições históricas.

A **classificação por profundidade** é o alicerce de todo o raciocínio clínico sobre queimaduras. Sem dominar essa taxonomia, nenhum dos outros tópicos pode ser aplicado de forma correta. O **cálculo da SCQ** é frequentemente testado dentro de um cenário clínico que exige que o estudante determine a conduta, tornando o erro de estimativa fatal para o acerto da questão. A **Fórmula de Parkland**, pedra angular da reposição inicial, aparece tanto em questões diretas de cálculo quanto embutida em casos clínicos que exigem raciocínio sobre volume e tempo de infusão.

Leia também Abdome Agudo no ENAMED: Temas Mais Cobrados e Como Estudar →: https://sprmed.com.br/blog/espec-abdome-agudo

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## Como estudar Queimaduras para o ENAMED?

O ponto de partida obrigatório é o **Manual do Ministério da Saúde para Assistência ao Queimado** e o **Protocolo do Programa Nacional de Queimaduras (PNQ)**. Esses documentos são o referencial oficial da prática médica no sistema público brasileiro e, portanto, o parâmetro implícito das questões do ENAMED. O estudante que basear o estudo exclusivamente em livros de cirurgia plástica internacional pode encontrar divergências conceituais que comprometem o acerto.

O segundo passo é organizar o estudo em torno de um **caso clínico guia**: um adulto de 70 kg que chega ao pronto-socorro com queimaduras de 2º grau em ambos os membros inferiores e no abdome. A partir desse cenário-base, o estudante deve ser capaz de calcular a SCQ pela Regra dos 9, classificar a gravidade, determinar o volume de Ringer Lactato pela Fórmula de Parkland, calcular a taxa de infusão nas primeiras 8 horas e nas 16 horas seguintes, e identificar os critérios para transferência a um centro especializado.

Para embasamento científico e clínico mais aprofundado, as diretrizes da **American Burn Association (ABA)** e o capítulo de queimaduras do **ATLS (Advanced Trauma Life Support)**, cujo conteúdo integra os currículos das escolas médicas brasileiras alinhadas às DCN, são leituras complementares indispensáveis. O ATLS, em particular, apresenta o manejo do queimado dentro de uma lógica de trauma sistêmico que é precisamente o tipo de raciocínio que o ENAMED valoriza.

Leia também Cronograma de Estudos ENAMED em 3 Meses: Plano Intensivo →: https://sprmed.com.br/blog/prep-cronograma-estudos-enamed-3-meses

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## Abordagem Inicial do Queimado Grave: o que o ENAMED cobra?

A abordagem inicial do paciente queimado grave é o subtema com maior densidade de conteúdo testável e, por isso, merece aprofundamento dedicado. O ENAMED não testa memória de fórmulas isoladas, testa a capacidade de integrar dados clínicos para tomar uma decisão.

### Classificação por profundidade

A distinção entre queimaduras de **1º grau** (epiderme, eritema sem bolhas, não contabilizadas na SCQ), **2º grau superficial** (derme papilar, bolhas, dolorosa), **2º grau profundo** (derme reticular, sensibilidade diminuída) e **3º grau** (destruição total da derme, indolor, aspecto coriáceo) é fundamental. O ENAMED costuma apresentar descrições de aspecto clínico e exigir a classificação correta, um erro aqui invalida qualquer raciocínio subsequente sobre conduta.

A distinção entre 2º grau profundo e 3º grau é clinicamente desafiadora e didaticamente relevante: ambos podem ter superfície esbranquiçada, mas a sensibilidade preservada (teste da picada) e a presença de folículos pilosos intactos orientam para o diagnóstico de 2º grau profundo. Esse detalhe diferencial aparece com frequência em questões de alta dificuldade.

### Cálculo da Superfície Corporal Queimada

A **Regra dos 9 de Wallace** divide o corpo adulto em múltiplos de 9%: cabeça e pescoço (9%), cada membro superior (9%), tórax anterior (18%), dorso (18%), cada membro inferior (18%) e períneo (1%). Em crianças, aplica-se a **Tabela de Lund-Browder**, que corrige a proporção cefálica de acordo com a idade, aspecto frequentemente cobrado quando o cenário clínico envolve paciente pediátrico.

O estudante deve memorizar que **queimaduras de 1º grau não entram no cálculo da SCQ** e que queimaduras irregulares podem ser estimadas pela palma da mão do paciente, que equivale a aproximadamente 1% da SCQ.

### Fórmula de Parkland e Reposição Volêmica

A Fórmula de Parkland, referencial do ATLS e do Ministério da Saúde, estabelece: **4 mL × peso (kg) × SCQ (%)** de Ringer Lactato nas primeiras 24 horas após a queimadura (não após a chegada ao serviço). Desse volume, metade é infundida nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes.

O ENAMED explora variações importantes desse conceito: o que acontece quando o paciente chega 4 horas após a lesão? O volume remanescente para as primeiras 8 horas deve ser administrado nas 4 horas restantes, mantendo a janela de 8 horas a partir da lesão como referência. Essa nuance de ajuste temporal é um ponto frequentemente explorado em questões de raciocínio clínico.

A monitorização da reposição é feita prioritariamente pelo débito urinário: **0,5 mL/kg/h em adultos** e **1 mL/kg/h em crianças**. Valores abaixo desses parâmetros indicam reposição insuficiente; acima, risco de sobrecarga hídrica, especialmente relevante em pacientes com comprometimento cardíaco ou renal associado.

### Lesão Inalatória

A lesão inalatória é um modificador crítico do prognóstico e pode ser cobrada como eixo principal de uma questão ou como elemento que altera a conduta em um caso clínico maior. Os critérios de suspeita clínica incluem história de exposição em ambiente fechado, queimadura de face e vibrissas, rouquidão, estridor, escarros carbonáceos e dispneia progressiva.

O manejo inicial da lesão inalatória suspeita inclui oxigenoterapia em alta concentração (máscara com reservatório) e consideração precoce de intubação orotraqueal, antes que o edema de vias aéreas torne o procedimento tecnicamente impossível. O ENAMED cobra a indicação de intubação precoce em cenários de lesão inalatória confirmada ou altamente suspeita, mesmo na ausência de insuficiência respiratória estabelecida no momento do atendimento.

Fluxograma ENAMED

### Abordagem Inicial ao Queimado Grave

SCQ · Fórmula de Parkland · Critérios de Internação

1

Cena e Via Aérea, PRIORIDADE ABSOLUTA

Remover da fonte O₂ máscara reservatório IOT precoce se lesão inalatória Escarros carbonáceos = indicação IOT

**Ponto ENAMED:** Intubar ANTES do edema tornar o procedimento impossível, não aguardar insuficiência respiratória estabelecida.

↓

2

Cálculo da SCQ, Regra dos Nove

Cabeça/Pescoço: 9% Tronco ant.: 18% Tronco post.: 18% Cada MMSS: 9% Cada MMII: 18% Genitália: 1%

**Ponto ENAMED:** Queimaduras de 1º grau NÃO entram no cálculo da SCQ. Apenas 2º e 3º grau.

↓

3

Reposição Volêmica, Fórmula de Parkland

4 mL × Peso (kg) × SCQ (%)

Ringer Lactato nas primeiras 24h

50% nas primeiras 8h 50% nas 16h seguintes Contar 8h do acidente

**Ponto ENAMED:** As 8 primeiras horas são contadas a partir do momento do acidente, não da chegada ao hospital.

↓

4

Critérios de Internação em CTQ

SCQ ≥ 20% adultos SCQ ≥ 10% crianças/idosos Queimadura de face/mãos/pés Lesão inalatória Queimadura elétrica/química 3º grau qualquer extensão Genitália/períneo

↓

5

| Grau | Camada | Aspecto | Entra SCQ? |
| --- | --- | --- | --- |
| 1º Grau | Epiderme | Eritema, sem bolha | NÃO |
| 2º Grau Superficial | Derme papilar | Bolha, úmida, dolorosa | SIM |
| 2º Grau Profundo | Derme reticular | Pálida, menos dor | SIM |
| 3º Grau | Hipoderme | Escara, indolor | SIM |

Resumo para o ENAMED

SCQ exclui 1º grau · Parkland = 4 mL × kg × SCQ · 50% nas 1ªs 8h (do acidente) · IOT precoce na lesão inalatória · 3º grau = sempre CTQ

\### Critérios de Internação e Transferência

O conhecimento dos critérios que definem queimado grave, e que justificam internação em UTI ou transferência a centro especializado, é testado tanto diretamente quanto embutido em questões de conduta. Os principais marcadores são: SCQ superior a 20% em adultos ou 10% em crianças e idosos, queimaduras de 3º grau com SCQ acima de 5%, queimaduras em face, mãos, pés, genitália, períneo ou articulações maiores, lesão inalatória confirmada, queimadura elétrica de alta tensão e queimadura química com comprometimento sistêmico.

Leia também Preparação Institucional para o ENAMED: Framework Completo para IES →: https://sprmed.com.br/blog/b2b-preparacao-institucional-enamed

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## Dicas Práticas de Estudo para Queimaduras no ENAMED

O volume de conteúdo em queimaduras é gerenciável quando organizado em camadas progressivas de complexidade. A estratégia mais eficiente para um tema com 48,9% de probabilidade de aparição e tendência QUENTE envolve quatro movimentos sequenciais.

O primeiro é a **leitura referencial dirigida**: leia o capítulo de queimaduras do ATLS e o protocolo do Ministério da Saúde com foco nos pontos testáveis, classificação, SCQ, Parkland e lesão inalatória. Não é necessário memorizar toda a farmacologia de curativos ou detalhes de técnica cirúrgica reconstrutiva.

O segundo movimento é a **resolução de questões comentadas** com foco em compreensão do raciocínio, não em memorização de gabarito. Questões de queimaduras costumam testar a capacidade de aplicar uma fórmula em um contexto clínico ajustado, por isso, entender o porquê de cada etapa é mais valioso do que decorar a fórmula isolada.

O terceiro é a **construção de um mapa mental** articulando classificação → SCQ → Parkland → monitorização → critérios de gravidade. Esse mapa deve ser revisado em intervalos espaçados (técnica de repetição espaçada), com ênfase nos pontos de decisão clínica.

O quarto movimento é a **revisão contextualizada de populações especiais**: criança (Lund-Browder, maior SCQ relativa, menor reserva volêmica), idoso (menor tolerância à reposição, risco de sobrecarga) e gestante (considerações fetais na oxigenação). Esses contextos raramente são o foco principal de uma questão, mas aparecem como elementos modificadores da conduta em casos clínicos complexos.

> O SPR Med disponibiliza, para instituições parceiras, painéis preditivos por tema e área, com probabilidade de aparição, tendência e banco de questões históricas comentadas, organizados pela Matriz Pedagógica 7D alinhada à Portaria INEP 478/2025. [Solicite uma demonstração institucional.]

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## Documentos oficiais relacionados

- Matriz de Referência Comum: Portaria Inep nº 478/2025: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-478-de-18-de-julho-de-2025-643085112.
- Notas técnicas do Inep: cálculo da nota, proficiência e conceito institucional: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enamed/notas-tecnicas.

Os documentos acima tratam do exame e da matriz de avaliação. Não substituem as diretrizes clínicas aplicáveis a cada conduta.

**Como ler a previsão:** a probabilidade apresentada é uma estimativa do modelo da SPR Med sobre o histórico analisado. Não é uma frequência oficial do ENAMED, garantia de cobrança ou evidência de eficácia clínica. A análise de setembro de 2026 deverá usar a prova efetivamente aplicada, preservando a previsão anterior à aplicação.

## Perguntas Frequentes

### Queimaduras caem todo ano no ENAMED?

Não todo ano, mas com frequência suficiente para justificar estudo dedicado. O tema apareceu em 10 das 17 edições históricas analisadas, o que representa 56% de frequência. Com probabilidade preditiva atual de 48,9% e tendência QUENTE, é um tema de alta prioridade relativa dentro da área de Cirurgia.

### Preciso saber calcular a Fórmula de Parkland de cabeça?

Sim. O ENAMED pode apresentar cenários clínicos que exigem o cálculo do volume total de reposição e a distribuição entre as primeiras 8 horas e as 16 horas seguintes. Memorize a fórmula (4 mL × kg × SCQ%) e treine a aplicação em diferentes cenários de SCQ e peso corporal, incluindo ajustes para chegada tardia ao serviço.

### A Tabela de Lund-Browder cai no ENAMED?

Com menor frequência do que a Regra dos 9, mas sim. Questões envolvendo crianças queimadas tendem a cobrar o conceito de que a proporção cefálica é maior na infância e diminui progressivamente com a idade, o que torna a Regra dos 9 imprecisa nessa faixa etária. O mais cobrado é o princípio, não a tabela numérica completa.

### Queimaduras elétricas são cobradas com frequência?

Raramente são o tema central de uma questão, mas aparecem como elemento diferencial em casos clínicos. Os pontos mais testados são: a SCQ subestima a lesão real (lesão profunda nos tecidos), risco de rabdomiólise e lesão renal aguda, e necessidade de débito urinário mais elevado na reposição (1 mL/kg/h para limpar mioglobinúria). Inclua esses pontos na revisão, mas não priorize em detrimento dos tópicos principais.

### Qual a diferença entre queimadura de 2º grau profundo e 3º grau para o ENAMED?

Ambas podem ter aspecto semelhante, superfície esbranquiçada ou acinzentada, sem bolhas visíveis. A distinção clinicamente testável é a sensibilidade: a queimadura de 2º grau profundo conserva alguma sensibilidade (folículos pilosos e terminações nervosas profundas intactas), enquanto a de 3º grau é indolor por destruição completa das terminações nervosas dérmicas. Para o ENAMED, essa distinção importa porque define o potencial de reepitelização espontânea: presente no 2º grau profundo, ausente no 3º grau.

### O manejo da lesão inalatória entra na prova?

Sim, com frequência moderada e tendência de aumento. O ENAMED costuma cobrar dois pontos: os critérios de suspeita clínica de lesão inalatória (queimadura em ambiente fechado, face queimada, rouquidão, estridor) e a indicação de intubação orotraqueal precoce mesmo sem insuficiência respiratória estabelecida. A janela de oportunidade para intubação é estreita porque o edema de vias aéreas progride rapidamente nas primeiras horas após a inalação de fumaça em alta temperatura.

## Sobre a autoria

Escrito por

Dr. Vinícius Côgo Destefani

Co-Fundador e Diretor Pedagógico do SPR Med · CRM-SP 158.541 · RQE 108.337

Médico pela UFES, Pediatria pelo HC-FMUSP e Cardiologia Pediátrica pelo Instituto Dante Pazzanese. Mentor direto de mais de 1.000 alunos. Responsável pela arquitetura metodológica e calibração TRI do banco do SPR Med.

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          "@type": "Answer",
          "text": "Sim, com frequência moderada e tendência de aumento. O ENAMED costuma cobrar dois pontos: os critérios de suspeita clínica de lesão inalatória (queimadura em ambiente fechado, face queimada, rouquidão, estridor) e a indicação de intubação orotraqueal precoce mesmo sem insuficiência respiratória estabelecida. A janela de oportunidade para intubação é estreita porque o edema de vias aéreas progride rapidamente nas primeiras horas após a inalação de fumaça em alta temperatura."
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```